Estas vergonhosas negociatas da “face oculta, TVI e outras” somadas à crise económica, mais a falta de democracia, de socialismo e de vergonha do nosso governo, trouxeram a público situações que nos envergonham.
Concordo, penso que todos concordarão que os bons gestores, sejam de empresas públicas ou privadas devem ser bem pagos. O que não posso aceitar é que para além do ordenado lhe sejam atribuídos prémios chorudos.
Um gestor da PT, empresa quase monopolista, que nos suga no custo dos telefones, teve em 2009, ordenados 30.000 ou 50.000, o dobro do ordenado médio doutros cidadãos com licenciaturas. Muito bem. Foi bom gestor, foi pago como tal. Não fez favor nenhum. Pagaram-lhe aquele ordenado como bom gestor.
Com que direito, num país pobre e em crise, são distribuem por estas sanguessugas prémios de UM MILHÂO, escandalosas fortunas?
Se a empresa teve lucros isso deve-se ao preço exagerado com que vendeu o produto.
E porque é que os outros trabalhadores da empresa não têm direito a parte desses lucros? O electricista, o contabilista, o motorista da empresa não contribuíram também para o sucesso da mesma?
Entretanto, aos funcionários públicos ( os pequenos) e aos reformados tira-se-lhe mais impostos em nome da crise.
QUE PORRA DE SOCIALISMO!

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Enquanto tiver voz.

Aprofunda-se em mim
O desejo do repouso.

Guerreiro velho e cansado
Que enterra seu machado.

Já voam os abutres!…

Porque é sentença dada.
Sou pássaro em decomposição.

Afrouxam-se os sentidos,
Aturdem-se em mim as palavras.

Tão longe já vai aquela madrugada
De todas as esperanças.

E … que matanças!…
O tempo nos tem dado.

Ai… de mim coitado!….
Que um dia acreditou.

Atraem-me os comentas,
Abram-me o céu!…

O meu corpo é objecto…
Que a terra deu.

Mas os olhos
Ainda passeiam por aqui.

Enredo-me nos ares.
Por cantos e esquinas,
Em constantes procurares.

Em verdade vos digo,
Enquanto tiver voz,
Não me vou calar.

João Norte

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Há anos atrás, eu não passaria o dia sem ler os jornais. Era imperioso. Tínhamos o governo, ditador, perfeitamente definido, e tínhamos os jornais, apoiantes uns, contra outros. Hoje ninguém sabe que mundo é este em que vivemos no nosso país. è tal a confusão que o cidadão comum tem mesmo é de se afastar ou ficará também doido. O descrédito é tão grande que mistura das figuras (mediocres) da política e dos maus jornalistas não tem escolha. Devemos gritar pela ditadura? não com certeza. Mas o que não podemos é continuar a aceitar esta baixeza da nossa política. Na medida em que o povo se vai afastando, há sempre os mesmos a engordarem há sombra desta podridão.

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Perdi-me

Perdi-me nos meandros dos tempos
Na danosa busca das verdades,
Oh enganosa pretensão a minha!…
De querer arvorar-me de mente iluminada.

Mas é assim que respiro e vivo sempre
E continuo nas mesma caminhada
Dos trilhos escurecidos,
E sofro a autenticidade do carácter
Nas paragens,

Onde os outros me vêem sempre
Pelo filtro protector das suas roupagens.

João Norte

2010

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Nunca pensei ter de concordar com Cavaco Silva. Respeito como Presidente da República, mas nunca foi pessoa das minhas simpatias. Todavia, concordo com as suas palavras da mensagem de Ano Novo. Serenamente, apontou o dedo aos problemas portugueses, os que é necessário resolver e, de forma indirecta, às manobras de entreter dos políticos como é o caso do casamento Gay . Lançou o desafio aos políticos para pensarem na resolução dos problemas concretos e aos portugueses para pensarem no país que têm.

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Ano Novo- Nova Esperança
Depois de um ano que deixa poucas saudades, é preciso que todos
renovemos a vontade e a esperança que as desgraças não se repitam.
Sou um pouco avesso a planos sem dados, a esperanças sem fundamentos. Mas as datas festivas, os rituais da vida, no fundo todas as festas, nas metas do tempo, não passam de rituais, servem para novos inícios, quebras da rotina, renovação da esperança, ainda que, muitas das vezes, não saibamos bem o que esperamos. Esperamos coisas melhores, cada um de nós de acordo com a sua vida, as suas necessidades. Pois que seja assim… 2010!… Para mim, para vós, para todos!…As nuvens que se acastelam no horizonte não nos deixam prever melhoras no que toca ao nosso colectivo. Porém, pior será difícil. O país parece adormecido, anestesiado por excesso de futilidades mediáticas. Por isso, como cidadão, não devo iniciar o ano sem deixar aqui, neste espaço simples de comunicação, o meu apelo à atenção e ao espírito crítico dos que lerem estas linhas.
Bom Ano a todos! Vamos ao trabalho!…

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É hábito fazer um balanço do ano que finda. Se fizesse o balanço do ano de 2009, teria de falar da luta dos professores aqui referida muitas vezes. Neste momento, e para não me alongar, direi que os professores, geralmente pessoas de boa fé, foram enganados pelo PSD,pelo governo e pala ministra Isabel Alçada que tão bem está a executar as ordens do primeiro-ministro. Os professores bateram-se contra a ministra Lurdes Rodrigues, agora deparam-se com propostas de progressão ainda piores do que as anteriores. Em nenhuma das propostas dos governos de José Sócrates havia ou há qualquer preocupação pedagógica, apenas travar a carreira dos professores e, com isso, gastar menos dinheiro. Porque é que não assumem isso? Seria menos hipócrita.

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Natal

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Náufrago sem leme,
Nem rumo.
Como nuvem de fumo,
Naveguei em mar,
Dentro de ti.
No labirinto dos desejos,
No ópio dos teus beijos,
Me droguei e me perdi.
Ao brilho difuso da lua,
A minha vida se perdeu,
Como satélite,
Na magnitude da tua.
Nas malhas dessa rede
Chamado Amor,
Eu fiquei preso,
E de alma nua.
Hoje, restam-me as saudades,
Que arrasto pela rua.

João Norte

Dezembro 2009

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Escrevo no pensamento
letra a letra,
Alinho como peças de montagem,
os sentimentos que nos unem,
árvores na montanha do sentir.
Há pássaros que pipilam na floresta
das palavras que me fogem,
no vento que sibila nas arestas,
onde pousam tuas asas, no manto
da alma sofrida, no silêncio
deste canto.
O teu corpo se esbate,
no quadro que pintamos no poente,
E refrescamos o calor deste desejo
Na aventura corredia da nascente.

João Norte

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