F Leite a chorarPronto. Os professores podem ficar tranquilos, a D. Manuela resolve tudo: novo estatuto, nova carreira, nova avaliação; mas esta senhora já foi ministra da Educação. Lembram-se? E na véspera da última manifestação o PSD dizia que os professores era “arrebanhados” pelo PCP. Lembram-se?

Cínicos já temos.
Deus nos livre da D. Manuela.

Após as eleições para o Parlamento Europeu tenho lido e ouvido as mais variadas análises. No entanto, poucas me parecem abranger com inteligência o que se passou. Há uma tendência para ficar pela pequenez portuguesa sem compreender que o que verdadeiramente estava em causa era o Parlamento Europeu. É claro que nenhum dos candidatos nos explicou o que pretendia fazer como deputado europeu, ficando apenas pelo ataque à política do adversário. Por isso, e não só, os portugueses fizeram destas eleições apenas uma demonstração do seu descontentamento ao governo. Têm razão! Há coisas que foram mal, os professores que o digam.
Porém, o que se passou por toda a Europa é um sinal de preocupação. Os partidos liberais ficam senhores do Parlamento Europeu e parece que estes liberais não perceberam que a crise económica lhes aponta outro caminho que não aquele que têm seguido. Por outro lado, é preocupante o avanço dos partidos de extrema-direita. É bom estarmos atentos.
Voltando ao nosso cantinho. O PSD embandeirou em arco e vê-se já vencedor das eleições legislativas. Talvez tenha sido bom assim. A “nova” descoberta política Paulo Rangel admite já a coligação pós eleitoral com o CDS. Assim os portugueses começam a saber com aquilo com que contam.
O Sócrates tem uma atitude arrogante, sem dúvida, mas trocá-lo pela incompetência da D. Manuela e pelo Portas dos submarinos, Não!

Depois de ouvir Oliveira e Costa, só me ocorre um pensamento:
- Ao que chegámos!

Vida inventada

Sinto a vida a esvair-se,
Por entre as brumas dos Invernos.
Já se agitam as sombras da eternidade,
Ganham forma as coisa deste mundo.
Ao sopro dos ventos, em cada gesto
Da consciência do homem,
Que vem do sono profundo
das palavras, que nascem do amor
do primeiro acto e se foi gerando.
Sopram os ventos em cada gesto criador.
No esforço da composição do verso,
Faz-se a luz nos templos do Universo.
Na Natureza que nos alimenta os sentidos.
A cada passo escuto o amor,
Que se manifesta na grandeza do processo,
Que faz pensar nos caminhos
Que só Deus conhece.
E vivo neste erro em que o poeta
Inventa os seus dias,
Enquanto viver,
Cantando as tristezas e alegrias.

João Norte

Não me apetece muito escrever. Vou dando algumas achegas num novo romance que nem anda nem desanda.
A política está de tal maneira que me deixa entre dois pólos: ou dizer muito ou não dizer nada. Já não há pachorra.
As eleições aproximam-se. Votar ou não votar? Votar em quem?
As elites portuguesas atolaram-se na ganância e na corrupção. Os gestores e banqueiros em que o povo confiava transformaram-se em quadrilha organizada, a justiça não existe.
Cada vez que ouço os políticos alternativos fazem mais nojo ainda do que os que lá estão.
Vejamos.
O candidato do PSD repete à exaustão a apresentação do “Magalhães” no tempo de antena do PS, ainda não lhe ouvi uma ideia para a Europa a que é candidato.
A D. Manuela não sai da critica da crise e ao TGV.
E eu lembro, esta Srª era ministra das finanças no tempo em que o governo de Barroso assinou na Figueira da Foz o acordo com os espanhóis a construção de 5 linhas de TGV: Porto/Lisboa, Lisboa/Madrid, Porto/ Vigo e Aveiro/Salamanca. O país tinha um défice de 6,8%. A D. Manuela correu vender ao “Sitygroupe” onze milhões de impostos por milhão e meio. A D. Manuela foi buscar, a peso de ouro, o Dr. Carlos Macedo para os impostos , a D. Manuela esqueceu-se de incluir na sua declaração uma herança etc, etc. A D. Manuela não vê o sr. Dias Loureiro e outros do seu partido que estão até ao pescoço metidos em falcatruas.
Então é esta gente capaz de governar?

maio 06, 2005
Eu sinto-me mal.
São muitos os loucos.
Não faltam, infelizmente, assuntos em que pensar neste pobre país em que vivemos.
País pobre, de 900 anos de história, com estatísticas que nos colocam a par daquilo que se convencionou chamar terceiro mundo, mas onde alguns sem escrúpulos sugam até ao tutano o que ainda há para sugar.
Parecem serem insaciáveis de poder e, com ele, acesso a grandes negociatas, num frenesim de enriquecimento desavergonhado. O barrete é para quem serve, e basta estar atento aos candidatos às autarcas para encontrar os apontados.
Somos um país de extremos, um povo de loucos.
Se a uns sobra astúcia, a outros falta o mínimo de discernimento para uma vida digna, mesmo que pobre. Diz o povo que o mais pobre é pobre de juízo.
Há à nossa volta tanta miséria que nos faz dó e revolta ao mesmo tempo. Muitas das pessoas que cruzam connosco, aparentemente normais, são loucos.
São loucos aqueles a quem o poder e o dinheiro nunca são suficientes para saciar a sua ambição. São loucos os pobres que torturam e matam os filhos, coisa que não fazem os próprios animais selvagens.
E eu pergunto.
- Onde estão os organismos responsáveis?
- Onde tem estado os governos que deviam ser uma entidade que punisse uns, educasse e apoiasse os outros?
- Onde está a responsabilidade de cada um de nós?
- Como nos sentimos cada um no seu lagar mais ou menos responsável?
- Eu sinto-me mal. E você?
Publicado por João Norte em 06:59

Hoje parece que tudo se repete.

Esta célebre frase de Almeida Garrett parece nunca ter tanta razão de ser como hoje no nosso panorama político.

Aproximam-se as eleições; o que pode o eleitor escolher perante o leque de partidos que temos? Qualquer pessoa atenta especialmente nestes últimos dez anos de democracia, percebeu que o nosso sistema partidário, sujeito à disciplina do partido tira ao deputado toda a importância do sistema democrático tal como está. A nossa elite política parece limitada ao mesmo grupo de elementos, mais gestores do que políticos, cuja ganância e despudor se enredou nas fraudulentas manobras financeiras. O próprio Presidente da República parece refém do seu antigo grupo de homens-de-confiança incapaz de destituir do Conselho-de-Estado um Dias Loureiro atolado no lamaçal do BPN e, perante a crise económica, não tem mais para oferecer ao país senão o apelo ao acordo central. A PSD, enredado nas suas contradições, sem alternativa de governo ao PS,  corre a abraçar a ideia.

Na  Assembleia   da República os partidos embrulham-se em palavreado se serem capazes aprovar uma lei clara, nem sequer saberem explicar ao povo que “fuga ao fico e enriquecimento ilícito” são coisas diferentes. Há quase um ano sem serem capazes de eleger um procurador da justiça, agora apresentam 4 e cada um irá votar no seu.

Mas perante esta aparente incapacidade são capazes, rápidos e secretos a aprovar o aumento das suas receitas por oferta directa e em dinheiro abrindo mais o caminho aos sacos de notas e à corrupção. Nem um só veio dizer, ainda que fosse por cinismo, isso não!

Para onde se me fazem visconde 

A Bicharada está a tornar-se muito perigosa. Já tínhamos as vacas loucas, as galinhas constipadas, as ovelhas com língua azul, os coelhos com olheiras, as lagartas nos pinheiros, ratazanas no freeport, raposas no BPN e agora a gripe dos porcos.

A Bicharada está perigosa!

Para mal de nós todos
Se este País não existisse, alguém teria de inventá-lo.
Há uns anos, os nossos jovens começaram a tratar-nos, pais e avós, por “cotas”pensámos que, com isso nos queriam chamar de velhos, mas talvez não.
Depois habituamo-nos às cotas; as cotas do pescado, as cotas leiteiras, as cotas das mulheres na política, as cotas na educação, as cotas dos professores titulares e, agora, a última novidade, as cotas de detenções nas esquadras da polícia. Cada esquadra terá de fazer uma cota mínima de detenções. Portanto, aqueles que moram nas aldeias calminhas onde nada acontece preparem-se um dia destes bate-lhe à porta o polícia a dizer ”- caro cidadão o sr. tem de fazer parte da “cota” por isso está preso.
Não há dúvida, a juventude está muito adiantada!

Assinala-se hoje o dia do livro. Tenho andado ocupado com outras coisas e, se não tivesse visto as notícias da manhã ter-me-ia passado. Agora vou tentar remediar. Deixo aqui um convite a todos que me visitarem até ao dia 25 de Abril, outra data que se aproxima e que não podemos esquecer. PASSEM PALAVRA.

A todos que me enviarem um texto ou um poema sobre Aril, seu ou de qualquer autor, eu enviarei um dos meus livros, à escolha do participante, cobrando apenas despesas de envio. Os textos ou poemas podem ser deixados como comentário ou enviados por e-mail. Serão depois publicados neste blogue.

Mantenho o desafio sobre as imagens do poste anterior.

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